Anatomia das Vias Aéreas

Por FELIPE AUGUSTO M. DE OLIVEIRA
JULE R O G SANTOS
Você indica intubação para um paciente com quadro de pneumonia, em franco desconforto respiratório, mesmo após tentativa de terapia com Ventilação Não Invasiva. Após indicada a intubação, avisada a equipe, você inicia a avaliação tentando identificar indícios de via aérea difícil, que possam te trazer dificuldades durante laringoscopia, passagem do tubo, ventilação de resgate com BVM ou uso de dispositivo supraglótico ou em último caso, necessidade de realização de cricotieroidostomia cirúrgica.
  • O quanto você reconhece da anatomia da via aérea superior? Por que é tão importante reconhecer minuciosamente essas estruturas?

Você sabe que identificar dificuldades e distorções da anatomia te ajuda no planejamento dos seus planos de ação.

Após essa avaliação minuciosa você conclui que o paciente não apresenta critérios para via aérea anatomicamente difícil. Você inicia pré-oxigenação adequada, feito o indutor e o relaxante muscular, você passa o laringoscópio e a visualização é de difícil definição.

Anatomia das Vias Aéreas- revisao jule

Fonte: Google Imagens

Conhecer a anatomia exata da via aérea, é a primeira habilidade necessária para um bom manejo da via aérea na emergência. Assim se você for forçado a usar técnicas de intubação às cegas (principalmente quando temos limites de equipamentos) será com maior segurança, sem correr risco de lesar o paciente e terá maiores chances de sucesso.  Continuar lendo “Anatomia das Vias Aéreas”

PRÁTICA DELIBERADA – micro-habilidades e o Manejo da Via Aérea na Emergência

Meu primeiro contato com o conceito: Prática Deliberada, foi com esse vídeo do Dr. George Kovacs (médico Emergencista canadense) falando sobre “A via aérea psicologicamente perigosa“ (tradução livre), esse vídeo mudou minha percepção sobre minhas próprias habilidades,  reconhecer tudo o que não tinha sido me ensinado e me ajudou a ensinar melhor. 

https://www.youtube.com/watch?v=lGEPihAG_Yw

AIME (http://www.aimeairway.ca) E aqui tem um livro texto  incrível infinito online e sem custos sobre o manejo da via aérea na emergência, de onde tirei grande parte dessas referências. 

PRATICA DELIBERADA: 

É uma prática com propósito e sistematizada, através da qual há boa evidência científica de maior chance de se alcançar a expertise em qualquer habilidade/área. 

Por meio de passos(micro-habilidades), de preferência já bem estabelecidos, com treinos de complexidade escalonados e feedback continuo.

Para ser bom no manejo da via aérea, é necessário experiência, então quanto mais você intubar, mais experiencia você vai adquirir. 

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Como treinar: CRICO CIRÚRGICA

Você iniciou a laringoscopia e para sua surpresa a via aérea do paciente não é tão fácil quanto você esperava, você posiciona melhor a cabeça do paciente, faz a movimentação bimanual da laringe, mas mal consegue ver o final da base da língua: cadê a epiglote?

O paciente tá dessaturando! Alguém te avisa. Você tenta intubar as cegas. Mas rapidamente confirma a intubação no esôfago.

Paciente tem doença pulmonar e é obeso. Você passa a Guedel e uma canula nasofaringea, inicia as ventilações de resgate com a BVM, mas a saturação continua 80% e caindo. Você passa a máscara laríngea, volta a ventilar e a saturação começa a subir, mas se detém em 80%.

O kit de crico está ali, te esperando. É o momento de decidir o próximo passo: você sabe o que fazer?

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Estudo: Incidence and factors associated with cardiac arrest complicating emergency airway management

Incidence and factors associated with cardiac arrest complicating emergency airway management

Estudo: Incidence and factors associated with cardiac arrest complicating emergency airway management
-> Incidência e fatores associados a parada cardíaca complicando o manejo da via aérea na emergência

Quem: Alan C. Heffner a,b,∗, Douglas S. Swords b, Marcy N. Neale c, Alan E. Jonesb, d 

a Division of Critical Care Medicine, Department of Internal Medicine, Carolinas Medical Center, Charlotte, NC, United States
b Department of Emergency Medicine, Carolinas Medical Center, Charlotte, NC, United States
c Dickson Institute for Health Studies, Carolinas HealthCare System, University of Mississippi Medical Center, Jackson, MS, United States d Department of Emergency Medicine, University of Mississippi Medical Center, Jackson, MS, United States 

Publicado em: Resuscitation 

Introdução: O manejo da via aérea é um procedimento importante e definidor de cuidados a pacientes críticos. Intubação de sequência rápida se tornou a modalidade de escolha para facilitar a intubação no cenário da emergência. A segurança e a eficácia da ISR foi bem comprovada, porém complicações e dificuldades ainda acontecem nas situações de emergência. Imediatamente: falha para realizar o procedimento, intubaçao esófago, broncoaspiraçao, hipoxemia, são comumente relatados. Hipotensão está cada vez mais sendo reconhecida como uma complicação comum associada independentemente com aumento de morbidade e mortalidade. E a parada cardíaca sendo uma complicação reconhecida, ainda é pouco estudada como complicação consequente a ISR.

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AULA ABRAMEDE2018: Manejo da Via Aérea no Paciente Séptico (Assassinos POp) – Referências

Manejo da via aérea no paciente SÉPTICO

Chega para você paciente 36anos com quadro de mal estar, dor lombar e sonolência.

SINAIS VITAIS: PA: 98X54mmHg, PAM: 69mmHg, IC:1,14 FC: 112, FR: 28IRPM SAT 91% EM AA, TAX.: 37°C

Paciente refere que está em uso de anti-inflamatória há 1 semana para dor lombar. Anterior a isto teve um quadro de disúria que tratou com piridium, nega comorbidades e alergias. Refere hiporexia há 3 dias, alguns episódios de vômitos, e um episodio febril há 1 dia, e agora se apresenta algo agitada, pouco colaborativa com exame físico.

Devido possibilidade de infecção de trato urinário alto (Disúria evoluindo para dor lombar), você inicia a estratificação para sepse:

SIRS: 2

qSOFA: 3

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