Anatomia das Vias Aéreas

Por FELIPE AUGUSTO M. DE OLIVEIRA
JULE R O G SANTOS
Você indica intubação para um paciente com quadro de pneumonia, em franco desconforto respiratório, mesmo após tentativa de terapia com Ventilação Não Invasiva. Após indicada a intubação, avisada a equipe, você inicia a avaliação tentando identificar indícios de via aérea difícil, que possam te trazer dificuldades durante laringoscopia, passagem do tubo, ventilação de resgate com BVM ou uso de dispositivo supraglótico ou em último caso, necessidade de realização de cricotieroidostomia cirúrgica.
  • O quanto você reconhece da anatomia da via aérea superior? Por que é tão importante reconhecer minuciosamente essas estruturas?

Você sabe que identificar dificuldades e distorções da anatomia te ajuda no planejamento dos seus planos de ação.

Após essa avaliação minuciosa você conclui que o paciente não apresenta critérios para via aérea anatomicamente difícil. Você inicia pré-oxigenação adequada, feito o indutor e o relaxante muscular, você passa o laringoscópio e a visualização é de difícil definição.

Anatomia das Vias Aéreas- revisao jule

Fonte: Google Imagens

Conhecer a anatomia exata da via aérea, é a primeira habilidade necessária para um bom manejo da via aérea na emergência. Assim se você for forçado a usar técnicas de intubação às cegas (principalmente quando temos limites de equipamentos) será com maior segurança, sem correr risco de lesar o paciente e terá maiores chances de sucesso.  Continuar lendo “Anatomia das Vias Aéreas”

Como treinar: CRICO CIRÚRGICA

Você iniciou a laringoscopia e para sua surpresa a via aérea do paciente não é tão fácil quanto você esperava, você posiciona melhor a cabeça do paciente, faz a movimentação bimanual da laringe, mas mal consegue ver o final da base da língua: cadê a epiglote?

O paciente tá dessaturando! Alguém te avisa. Você tenta intubar as cegas. Mas rapidamente confirma a intubação no esôfago.

Paciente tem doença pulmonar e é obeso. Você passa a Guedel e uma canula nasofaringea, inicia as ventilações de resgate com a BVM, mas a saturação continua 80% e caindo. Você passa a máscara laríngea, volta a ventilar e a saturação começa a subir, mas se detém em 80%.

O kit de crico está ali, te esperando. É o momento de decidir o próximo passo: você sabe o que fazer?

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ISOLAMENTO RESPIRATÓRIO

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Transmissão por via aérea ou respiratória

A transmissão de microrganismo por via respiratória pode ser dividida em duas modalidades, a transmissão por gotículas e a transmissão por aerossóis:

Transmissão por aerossóis

A transmissão por aerossóis é diferente da transmissão por gotículas. Algumas partículas eliminadas durante a respiração, fala, tosse ou espirro se ressecam e ficam suspensas no ar, podendo permanecer por horas, e atingir ambientes diferentes, inclusive quartos adjacentes, pois são carreadas por corrente de ar. Poucos microrganismos são capazes de sobreviver nestas partículas, e precauções específicas são necessárias, inclusive cuidados especiais com o ambiente. Como exemplo de microrganismo transmitidos por aerossóis podemos citar: M. tuberculosis, Vírus do Sarampo e Vírus Varicela-Zoster.

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Transmissão por gotículas

A transmissão por gotículas ocorre através do contato próximo com paciente. Gotículas de tamanho considerado grande (>5 micra) eliminadas pela fala, tosse, espirros, e mesmo pela respiração e realização de procedimentos como aspiração, atingem até um metro de distância, e rapidamente se depositam no chão. Portanto, a transmissão não ocorre em distância maiores, por períodos prolongados e nem por partículas suspensas no ar. Como exemplo de doenças transmitidas por via aérea, podemos citar: Doença meningocócica, Coqueluche, Difteria, Caxumba e Rubéola.

INDICAÇÕES DE PRECAUÇÕES BASEADAS EM TRANSMISSÃO

Tipo de Precaução

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Condição clínica

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Possibilidade diagnóstica

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Precauções para aerossois

– Exantema vesicular*
– Exantema maculopapular com febre e coriza

– Tosse, febre, infiltrado pulmonar em paciente infectado pelo HIV

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Varicela, Zoster disseminado Rubéola, Sarampo

Tuberculose

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Precauções para gotículas

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– Exantema petequial e febre

– Tosse persistente paroxística ou severa durante períodos de ocorrência de coqueluche

– Meningite. Doença Meningocócica. Doença Meningocócica

Coqueluche

ISOLAMENTO DE PACIENTES COM SUSPEITA OU DIAGNÓSTICO DE TUBERCULOSE

1) Nos casos de suspeita de tuberculose:

♣ tosse com expectoração há 3 semanas ou mais, ou

♣ tosse produtiva há menos de 3 semanas porém com outros sintomas compatíveis e/ou história de contato domiciliar, ou

♣ quadro atípico em portador de imunodeficiência (AIDS, neoplasia, diabetes, etilismo). Conduta:
♣ Precaução com aerossóis;
♣ Pesquisa e cultura de BAAR no escarro ou suco gástrico (03 amostras em dias diferentes);♣ Se a baciloscopia (03 amostras) for negativa, suspender o isolamento;

♣ Quando em tratamento, suspender o isolamento após 3 amostras de BAAR – pesquisa direta – forem negativas e colhidas após 2 semanas de tratamento específico.

 

2) Medidas (vide quadro de precauções com aerossóis):

– O paciente deve usar máscara cirúrgica para sair do quarto para exames;
– O funcionário deve usar máscara N95 para entrar no quarto de isolamento;

– Fazer coorte ou quarto individual se não houver suspeita de tuberculose multirresistente, se paciente com tuberculose multirresistente quarto individual.

 

3) Visitantes e acompanhantes:

Usar máscara cirúrgica;
Recomenda-se a proibição da presença de acompanhantes de pacientes bacilíferos;

A visita é restrita aos horários do serviço, sendo liberada nas situações especiais, as quais devem ser discutidas com a equipe de saúde e o SCIH. A presença de acompanhantes de pacientes bacilíferos serão definidos com a equipe interdisciplinar (enfermagem, serviço social, médico) e o SCIH, considerando-se riscos e gravidade do paciente

ATENDIMENTO E ISOLAMENTO DE PACIENTES COM SUSPEITA OU DIAGNÓSTICO DE VARICELA E SARAMPO

1- Nos casos de suspeita de varicela:

♣ Presença de lesões vésico-bolhosas, ou

♣ quadro de varicela zoster em portador de imunodeficiência (AIDS, neoplasia, diabetes, etilismo).

2- Nos casos de suspeita de sarampo:

♣ Presença de exantema associado a conjuntivite e outros sinais/sintomas sugestivos de sarampo.

 

3- Conduta (vide quadro de precauções com aerossóis):

♣ Precaução com aerossóis;
♣ Solicitar exames complementares.
♣ Preencher a ficha de notificação compulsória (para sarampo)

4- Medidas:

– O paciente deve usar máscara cirúrgica para sair do quarto (consultório) para exames;

– O profissional deve usar máscara PFF2 no atendimento;

– Manter o paciente em quarto (consultório) isolado, com janela aberta e porta fechada, caso não seja possível, oferecer uma máscara cirúrgica e manter na sala de espera o mínimo possível até resultado dos exames.

– Evitar fazer inalação em sala comum.

5- Visitantes e acompanhantes:

Usar máscara cirúrgica;

A presença de acompanhantes de pacientes deve ser avaliada individualmente, considerando- se o estado de imunização dos mesmos;

A visita é restrita aos horários do serviço, sendo liberada nas situações especiais, as quais devem ser discutidas com a equipe de saúde e o SCIH.

 

PRECAUÇÃO RESPIRATÓRIA – PERDIGOTOS

Além das medidas de PRECAUÇÃO PADRÃO, recomenda-se:

QUARTO PRIVATIVO: Quando não houver disponibilidade, internar em mesmo quarto de paciente com infecção pelo mesmo microorganismo, observando distância mínima de um metro entre os pacientes. Não é necessária circulação de ar ou ventilação especial. Manter fechada a porta do quarto.

MÁSCARA: cirúrgica padrão Deve ser usada, tanto pelo profissional de saúde quanto pelos visitantes, sempre que a proximidade com o paciente for menor do que um metro. Paciente deve usar máscara ao ser transportado.

OBJETIVO: impedir a propagação de doenças transmitidas por gotículas de tamanho maior que 5μm eliminados durante a fala, tose, espirros, conversação e realização de diversos procedimentos.

¬ Difteria – até completar antibioticoterapia e cultura negativa.¬ Coqueluche – até 5 dias após o início da terapêutica específica.¬ Rubéola – até 7 dias após o início da exantema.
¬ Caxumba – até 9 dias após início do edema da parótida.

¬ Infecção por estreptococo grupo A (faringite, pneumonia e escarlatina) em crianças pequenas – por 24 horas.

¬ Sepse, meningite, pneumonia ou epiglotite por Haemophylus Influenzae (suspeita ou confirmada) em crianças – até 24 horas após o início da terapêutica antibiótica específica.

¬ Infecções Meningocócicas (suspeitas ou confirmadas) até 24 horas após o início da terapêutica especifica

¬ Outras infecções virais: adenovirus, influenza, parvovirus B19 – durante internação.

 

ORIENTAÇÕES DE CUIDADO – H1N1

Considerando a ocorrência de (Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) relacionada a Influenza A (H1N1), o SCIH orienta aos seus colaboradores as seguintes normas de biossegurança, considerando uso racional de EPIs e a segurança do colaborador:

1) Orientações gerais

1.1. Precaução padrão:

a. Lave as mãos com água e sabonete antes e após o contato com qualquer paciente, após a remoção das luvas, máscara e após o contato com sangue ou secreções.

b. Se as mãos não estiverem visivelmente sujas, friccione-as com álcool 70% antes e após o contato com qualquer paciente ou superfícies.

c. Use luvas apenas quando houver risco de contato com sangue, secreções ou membranas mucosas. Calce-as imediatamente antes do contato com o paciente e retire-as logo após o uso, higienizando as mãos em seguida. È proibido o uso do mesmo par de luvas entre vários pacientes.

d. Use óculos, máscara e/ou avental quando houver risco de contato de sangue ou secreções, para proteção da mucosa de olhos, boca, nariz, roupa e superfícies corporais.

e. Descarte, em recipientes apropriados, seringas e agulhas, sem desconectá-las ou reencapá- las.

1.2. Precaução com gotículas:

a. Higienize as mãos antes e após o contato com o paciente; use óculos, máscara cirúrgica e avental quando houver risco de contato com sangue ou secreções e descarte adequadamente os pérfuro-cortantes.

b. Quando não houver disponibilidade de quarto privativo, o paciente pode ser internado com outros infectados pelo mesmo microrganismo. A distância mínima entre dois leitos deve ser de um metro.

c. O transporte do paciente deve ser evitado, mas, quando necessário, ele deverá usar máscara cirúrgica durante toda sua permanência fora do quarto.

Atendimento ambulatorial/emergência

♣ Manter o paciente “tossidor” na sala de espera com máscara cirúrgica.
♣ Atender com os cuidados de precaução padrão e por gotículas,
♣ Higienize as mãos antes e após o contato com o paciente;
♣ Fazer a desinfecção do estetoscópio e termômetro após cada uso com álcool 70%.

♣ Não há necessidade de uso de avental.

♣ Usar luvas para examinar o paciente (se sangue/secreções).

♣ Usar máscara cirúrgica durante o atendimento.

♣ Evitar fazer nebulização (risco de formação de aerossóis).

♣ Internação na Emergência em quartos de isolamento.

 

Atendimento na unidade de internação

♣ Medidas gerais

a. Atender com os cuidados de precaução padrão e por gotículas.

b. Higienize as mãos antes e após o contato com o paciente;

c. Fazer a desinfecção do estetoscópio e termômetro após cada uso.

d. Não há necessidade de uso de avental, a mesma deve ser utilizada de acordo com a possibilidade de contato com secreções para examinar o paciente.

e. Pode-se ser reutilizar o avental no mesmo paciente, desde que não esteja sujo ou úmido, deixar pendurado na entrada do quarto.

f. Usar luvas para examinar o paciente (se sangue/secreções).

g. Usar máscara cirúrgica durante o atendimento.

h. O esfigmomanômetro é de uso coletivo e deve ser friccionado com álcool a 70% se não estiver visivelmente sujo, diariamente e se com sujidade, encaminhar para a lavação.

 

♣ Cuidados específicos:

1. Ao coletar material para pesquisa viral, intubar, fazer broncoscopia (que geram aerossóis)

instituir precaução por aerossóis:

1.1. Higienize as mãos antes e após o contato com o paciente;

1.2. Usar óculos, máscara, gorro e avental

1.3. Mantenha a porta do quarto fechada.

1.4. Coloque a máscara com filtro (PFF2, N95);

1.5. Os EPIs devem ser descartados após o uso em coleta de material.

2. Caso seja feito apenas o swab nasal, não há necessidade de máscara com filtro.

3. É contra indicada a realização de nebulizações por gerarem aerossóis (usar broncodilatador em spray).

4. Quando não houver disponibilidade de quarto privativo, o paciente pode ser internado com outros com o mesmo quadro clínico, mantendo a distância entre leitos de 1m ou preferencialmente manter a separação dos leitos por biombos ou cortinas laváveis.

 


Atendimento na unidade de terapia intensiva

Medidas gerais

Atender com os cuidados de precaução padrão e por gotículas.

Higienize as mãos antes e após o contato com o paciente;
Fazer a desinfecção do estetoscópio e termômetro após cada uso com álcool a 70%. Não há necessidade de uso de avental, o mesmo deve ser utilizado de acordo com a possibilidade de contato com secreções para examinar o paciente (precaução padrão). Pode-se ser reutilizar o avental no mesmo paciente, desde que não esteja sujo ou úmido, deixar pendurado na entrada do box/quarto. Usar luvas para examinar o paciente (se sangue/secreções). Usar máscara cirúrgica durante o atendimento.

O esfigmomanômetro é de uso coletivo e deve ser friccionado com álcool a 70% se não estiver visivelmente sujo, diariamente e se com sujidade, encaminhar para a lavação.

π Isolamentos e leitos
¬ idealmente os pacientes com suspeita ou confirmação de Influenza A (H1N1) devem permanecer em quartos de isolamento respiratório;

¬ em caso de impossibilidade de transferência de pacientes/leitos de isolamento, otimizar a ocupação do salão com aqueles que estejam em maior tempo de terapia antiviral; pacientes que estejam intubados com sistema fechado de aspiração; mantendo aqueles em VNI preferencialmente em isolamentos (preferencialmente na área)

¬ na impossibilidade de quartos de isolamento deve-se fazer um ambiente de coorte dentro da unidade, procurando-se manter a distância mínima de 1 metro entre os leitos (preferencialmente na área A);
¬ em situação de pandemia:

♣ internar os suspeitos e confirmados com Influenza A (H1N1) na área A;
♣ inverter a ordem de internação na UTI, mantendo nos isolamentos pacientes com outras doenças e no salão os pacientes com suspeita ou confirmação de Influenza A (H1N1), considerando que todos estejam em terapia antiviral;
♣neste último caso, em sendo necessário de alguma forma manter-se paciente com outro diagnóstico ao lado de pacientes com Influenza A (H1N1), administrar quimioprofilaxia; considerar com medida complementar de biossegurança caso o salão seja ocupado em coorte para atendimento de pacientes com Influenza A (H1N1), os funcionários, mesmo que vacinados devem permanecer com máscara cirúrgica;

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Cuidados específicos: paciente em assistência ventilatória

¬ Manter sistema de aspiração traqueal fechado.
¬ Ao aspirar a boca e nasofaringe, intubar ou fazer broncoscopia (que geram aerossóis) instituir

precaução por aerossóis:
¬ Higienize as mãos antes e após o contato com o paciente e equipamentos;
¬ Usar óculos, gorros, máscara e avental.
¬ Colocar a máscara com filtro (PFF2; N95).
¬ Manter a porta do quarto ou cortinas do box fechada durante o procedimento. + Reuso de EPIs: os EPIs podem ser reaproveitados com os seguintes cuidados:

¬ Avental: desde que não haja umidade ou sujidade, para o mesmo paciente, manter pendurado na entrada do quarto.

¬ Máscara PFF2/N95: utilizar uma máscara cirúrgica sobre a máscara de filtro em procedimentos que geram aerossóis. Após o procedimento, retirar as luvas, higienizar as mãos e retirar a máscara cirúrgica não tocando na parte anterior, apenas nas tiras, desprezar, higienizar novamente as mãos e somente depois, retirar a máscara com filtro e guardá-la.

¬ Óculos: higienizar após cada uso, com água e sabão.
¬ Desprezar no final do plantão todos os EPIs (avental e máscara utilizados nas situações de geração de aerossóis).

π Cuidados com o respirador e equipamentos:
¬ Higienização das superfícies com álcool 70%.
¬ Os circuitos devem ser trocados apenas entre pacientes ou se sujos ou mal funcionantes.

¬ Os circuitos devem sofrer processo de limpeza e desinfecção de alto nível ou esterilização.

 

FONTES :

http://www.hu.ufsc.br/setores/ccih/wp- content/uploads/sites/16/2014/11/manual_isolamento_2012-13.pdf

http://www.ufmt.br/hujm/arquivos/7e18458a8aa832719641156ccd469de8.pdf

http://www.hospitalsantarita.com.br/file/SCIHN03- PRECAUCAO_E_ISOLAMENTO_DE_PACIENTES.pdf

 

 

Por Carlos Augusto Correa

Peer Review: Jule Santos

AULA ABRAMEDE2018: Manejo da Via Aérea no Paciente Séptico (Assassinos POp) – Referências

Manejo da via aérea no paciente SÉPTICO

Chega para você paciente 36anos com quadro de mal estar, dor lombar e sonolência.

SINAIS VITAIS: PA: 98X54mmHg, PAM: 69mmHg, IC:1,14 FC: 112, FR: 28IRPM SAT 91% EM AA, TAX.: 37°C

Paciente refere que está em uso de anti-inflamatória há 1 semana para dor lombar. Anterior a isto teve um quadro de disúria que tratou com piridium, nega comorbidades e alergias. Refere hiporexia há 3 dias, alguns episódios de vômitos, e um episodio febril há 1 dia, e agora se apresenta algo agitada, pouco colaborativa com exame físico.

Devido possibilidade de infecção de trato urinário alto (Disúria evoluindo para dor lombar), você inicia a estratificação para sepse:

SIRS: 2

qSOFA: 3

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MANEJO DO DERRAME PLEURAL NO DEPARTAMENTO DE EMERGÊNCIA(DE)


Paciente 52anos, feminina, há 4 meses apresentando dor torácica e dispnéia com piora progressiva, tosse e disfagia, refere perda ponderal de aprox 8kg.
AP: Megaesofago chagásico, Carcinoma basocelular de pele retirado há 6 anos
Nega uso contínuo de medicação, nega tabagismo e etilismo, trabalhadora rural
SINAIS: PA: 110x56mmHg, FC: 115bpm, FR: 28irpm Sat: 85% em AA, glicemia: 116mg/dl, Tax.: 36.7C
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Estado geral: dispneica, emagrecida, consciente e orientada, pouco comunicativa, queixando de muita dor torácica
AR: MV abolido em hemitorax direiro e macicez a percussão difusa, presente e sem RA à esquerda, esforço respiratório moderado
ACV: 2BNF sem sopro, sem turgência jugular, perfusão periférica normal
Abdome: sem alteração
MMII: sem edema


Principais hipóteses: tuberculose, neoplasia, pneumonia

 

 

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RX de torax no leito: opacidade difusa em hemitorax direito, área cardíaca normal
E
US à beira leito: lextenso derrame pleural à direita com presença de grumos Continuar lendo “MANEJO DO DERRAME PLEURAL NO DEPARTAMENTO DE EMERGÊNCIA(DE)”